COMO TUDO COMEÇOU

O Hospital Mário Kroeff completa 75 anos de existência prestando serviços na área da saúde para Tratamento e Prevenção do Câncer no Estado do Rio de Janeiro.
Fundado em 27 de junho de 1939 por um grupo de médicos liderados pelo cancerologista que lhe dá o nome, o Hospital Mário Kroeff é uma das mais respeitadas e atuantes instituições médico-hospitalares do Rio de Janeiro.




Chega aos 75 anos, orgulhoso do trabalho realizado e implementando o lema que resume todas essas sete décadas: Serviço Público Eficiente em Hospital Particular. Há justificativa para isso: mais de 90% dos atendimentos do Hospital são de pacientes do sistema SUS. Não dá para imaginar a rede pública de nossa cidade sem um apoio dessa magnitude.
O HMK é o único do Rio - fora do complexo hospitalar do INCA - especializado na prevenção e tratamento do câncer e é considerada referência nacional em Oncologia.


A história desses 75 anos começou quando o Dr. Mário Kroeff recebeu, por doação, um velho casarão na Penha Circular, após ter curado um eminente cidadão, o Comendador Martinelli, de um mal que o atormentava há tempos. Com esse ato de gratidão, agregado aos sonhos dos fundadores, o antigo casarão foi transformado em asilo para doentes incuráveis, ou seja, um lugar para onde as pessoas eram levadas para morrer com dignidade e com o mínimo de sofrimento possível.

Com o transcorrer dos anos, deixou de ser um asilo e converteu-se em Hospital digno desse nome, passando a tratar e a curar inúmeros casos de câncer.
Mudou também suas formas. O velho casarão foi convertido em pavilhões, equipados com o que é necessário para atender seus pacientes. Que não são poucos: inúmeras pessoas são atendidas mensalmente neste hospital em busca de tratamento, a maioria esmagadora composta por uma população pobre, oriundas de regiões carentes de nosso Estado do Rio.



Trajetória de Mário Kroeff



Apresentação
Mário Kroeff nasceu em 13 de outubro de 1891, no Rio Grande do Sul, na cidade de São Francisco de Paula de Cima da Serra, e iniciou os estudos de Medicina em 1910, ainda no seu estado. Formou-se no Rio de Janeiro, onde iniciou o exercício profissional. Em 1917, fez seu primeiro concurso e se tornou primeiro-tenente do Exército, tendo servido como médico na I Guerra Mundial.
Em 1920, Mário Kroeff deixou a carreira militar e foi aprovado em concurso para médico de saúde pública, sendo nomeado para um dispensário para doenças venéreas. Voltou à Europa para se aperfeiçoar nesta área e, na Alemanha, adquiriu um primeiro aparelho de diatermocoagulação. Ao voltar, ingressou na Santa Casa de Misericórdia, como assistente de Brandão Filho, onde se especializou em cirurgia.
Em 1929, prestou concurso para livre docente de clínica cirúrgica e começou a se empenhar na defesa de algo que considerava essencial para o desenvolvimento do tratamento do câncer – a criação de uma unidade hospitalar especializada na doença. Aparentemente, só obteria êxito em conseguir verba para este objetivo quando, já médico do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), manteve contato com o ministro de planejamento para construção de uma unidade hospitalar em anexo ao Hospital Estácio de Sá. Entretanto, esta unidade depois de concluída foi destinada a outra especialidade médica.
Diante disso, Kroeff reiniciou sua saga em busca de apoio para a construção de outro prédio, o qual só conseguiu ver pronto e inaugurado por Getúlio Vargas, em 1937, e funcionando em 1938: o Centro de Cancerologia, do qual foi o primeiro diretor.
Em 1941, este Centro se transformou no Serviço Nacional de Câncer (SNC), para o qual Kroeff também foi nomeado diretor. A partir desta iniciativa, houve uma primeira expansão de clínicas de tratamento de câncer em diversos estados brasileiros e se realizaram campanhas nacionais de educação sanitária, para fins de esclarecimento da população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer.
Em 1944, Kroeff fundou um hospital no bairro da Penha, dedicado à prevenção e ao tratamento do câncer - o Asilo dos Cancerosos -, atualmente denominado Hospital Mário Kroeff, e permaneceu como diretor do SNC até 1954.
Ao longo de sua trajetória, permeada por obstáculos e conquistas, angariou bastante visibilidade na imprensa com seus feitos cirúrgicos, sendo considerado um guardião da prevenção e do tratamento do câncer no Brasil. Mario Kroeff faleceu em 23 de dezembro de 1983, na cidade de Vassouras, estado do Rio de Janeiro.

Cronologia
13-10-1891: Nascimento de Mário Kroeff, na cidade de São Francisco de Paula de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul.
1910: Ingresso na faculdade de Medicina em Porto Alegre (RS).
1915: Transferência para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde se formou.
1917: Atuou como médico na cidade de Brusque (SC).
1917: Voltou ao Rio de Janeiro com o objetivo de se alistar no Corpo de Saúde da Armada. Em Tours (França), trabalhou no serviço de cirurgia, atendendo a prisioneiros alemães. A seguir, foi deslocado para Paris onde chefiou uma enfermaria no “Hôpital Brésillien”.
1918: Retorno a Porto Alegre para trabalhar na Assistência Municipal, onde permaneceu por alguns anos.
1918: Retorno ao Rio Janeiro, com o fim da guerra, onde foi admitido por concurso para o cargo de subinspetor sanitário, sendo imediatamente designado diretor do Dispensário Central de Doenças Venéreas.
1924: Viagem à Europa, numa Comissão Governamental, para estudar a Organização da Luta contra a Sífilis e as Doenças Venéreas.
1927: Início das primeiras eletrocoagulações, no Serviço Brandão Filho.
1929 (julho): Apresentação do trabalho “Alguns casos de câncer, tratados pela diatermocoagulação”, no 10º Congresso Brasileiro de Medicina.
1929 (30 de setembro): Concurso para livre-docência, com tese sobre a “diatermocoagulação no tratamento de câncer”.
1931: Solicitação de verba ao presidente Getúlio Vargas para a construção de um hospital para tratamento e cuidado aos cancerosos. Afinal, não obteve êxito, pois o pavilhão acabou destinado à clínica geral.
1932: Comunicação na quinzena médica do Sindicato Médico brasileiro sobre a eletrocoagulação na terapêutica anticancerosa.
10-mar-1934: Conferência ministrada à Escola Paulista de Medicina sobre a diatermocoagulação.
3-set-1934: Conferência ministrada em torno do problema do câncer, na Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.
1934 (11 de novembro): Conferência ministrada sobre a superioridade da diatermocoagulação na cirurgia óssea na Escola Paulista de Medicina.
1935 3 de outubro): Conferência ministrada na Academia Nacional de Medicina sobre a cirurgia elétrica do câncer.
1935 (novembro): Apresentação da tese sobre o papel da eletrocirurgia em uma campanha anticancerosa, no I Congresso Brasileiro de Câncer.
1935 (29 de novembro): Apresenta Sessão Cirúrgica, no Hospital Alemão, durante o I Primeiro Congresso Brasileiro de Câncer.
1936: Lançamento do livro “Tratamento do Câncer pela Eletro-cirurgia”, no qual explanava sobre os diversos aspectos desse tipo de cirurgia e sua importância nos tratamentos de câncer.
1936 (5 de agosto): Comunicação sobre autoplasia cutânea, na Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.
1937 (janeiro): Criação do Centro de Cancerologia, embrião do atual Instituto Nacional do Câncer.
1937 4 de abril): Conferência sobre tratamento do câncer pela eletrocirurgia, na Sociedade de Medicina de Porto Alegre.
1937 (30 de dezembro): Indicado pelo presidente Getúlio Vargas para ocupar o cargo de diretor do Centro de Cancerologia do Serviço de Assistência Hospitalar do Distrito Federal.
16-mar-1938: Recebe a Cruz do Mérito da Cruz Vermelha, na presença do corpo diplomático.
1939 (15 de junho): Conferência sobre o tratamento do câncer, na Casa do Dentista Brasileiro.
1939 (27 de junho): Fundação da Associação Brasileira de Assistência aos cancerosos (ABAC).
1939 (20 de julho): Sessão Operatória realizada no Centro de Cancerologia, para o II Congresso Brasileiro e Americano de Cirurgia.
1939 (29 de julho): Reunião no Rotary Club, com pronunciamento dos professores Carlos Butler e Mário Kroeff, que iniciou uma subscrição para o Hospital dos Cancerosos.
1940 (março): Comunicação à Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro sobre a diatermocirurgia.
1940 (17 de julho): Posse na Academia Nacional de Medicina.
1940 (11 de setembro): Apresentação de extração de mama no Centro de Cancerologia, para o I Congresso de Ginecologia e Obstetrícia.
1940 (18 de outubro): Conferência científica sobre tratamento de câncer pela eletrocirurgia, ministrada na Sociedade Médica da Bahia.
1940 (25 de outubro): Conferência sobre o tratamento do câncer pela eletrocirurgia, na Faculdade de Medicina da Bahia.
1940 (29 de outubro): Pronunciamento sobre a Campanha contra o Câncer, na Liga Baiana contra o câncer.
1941 (18 de abril): Conferência sobre “A luta contra o câncer na história da Medicina, na Faculdade de Buenos Aires.
1941 (30 de setembro): Nomeado para o exercício de cargo em comissão de Diretor do Serviço Nacional do Câncer (SNC).
1941 (outubro): Curso de Cancerologia, ministrado para a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.
1942 (11 de junho): Autorização para aos EUA, por seis meses, prorrogada por mais seis meses, a fim de comprar para o SNC um grama de radium.
1943 (fevereiro): Entrega da Medalha Walter Redd, conferida pela Sociedade americana de Medicina Tropical Richmond, a Gustavo Capanema, em reconhecimento à atuação exitosa no combate ao Anophelis Gambiae, no Nordeste brasileiro.
1943 (8 de fevereiro): Palestra realizada em Nova York, no Instituto Brasil-EUA, sobre a prevenção do câncer.
1943 (junho): Convite para discursar sobre a luta contra o câncer nos EUA, ao microfone da divisão de rádio do Coordenador de Negócios Interamericanos.
1943 (10 de julho): Reassume o cargo de diretor do SNC.
1943 (agosto): Banquete oferecido pelo seu retorno dos Estados Unidos, no Automóvel Club.
1944: Criação de um hospital e asilo para cancerosos no bairro da Penha (hoje, o Hospital Mário Kroeff).
1954: Saída da direção do Serviço Nacional do Câncer.
21-Abr-?: Posse como membro da Academia Brasileira de Medicina Militar.
04-Dez-1959: Diploma da Ordem do Mérito Médico na classe de comendador.
1962 (28 de outubro): Diploma do Ipase, com o título de Fundador e Organizador.
1967 (25 de julho): Diploma de Honra ao Mérito – Homenagem do X Congresso Brasileiro de Cirurgia – Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
1968 (16 de agosto): Diploma referente à entrega da medalha do pacificador.
1968 (29 de setembro): Diploma do Título de Patrono do Congresso de Cancerologia.
1971 (22 de janeiro): Diploma de cidadão fluminense honorário.
1971 (5 de junho): Diploma da Legião Feminina da Educação e Combate ao câncer, como Membro Fundador.
1972 (9 de março): Diploma de sócio titular da Sociedade Sul Rio-Grandense – Título de sócio-benemérito.
1972 (21 de abril): Diploma da Academia Brasileira de Medicina Militar – Título de membro honorário.
1972 (24 de maio): Diploma da Liga da Defesa Nacional.
1972 (5 de agosto): Diploma e medalha comemorativos do Centenário de Oswaldo Cruz.
1972 (15 de setembro): Diploma do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com o título de membro emérito do Estado da Guanabara.
1973 (3 de maio): Diploma do Sesquicentenário do Poder Legislativo.
1973 (22 de junho): Diploma da Sociedade Brasileira de escritores médicos, regional do Estado da Guanabara.
1973 (2 de dezembro): Certificado de entrega da Medalha Comemorativa do Centenário de José Plácido Castro.
1974 (31 de julho): Diploma de cidadania Vassourense.
1974 (16 de dezembro): Diploma de Cidadão do Estado da Guanabara.
1976 (27 de março): Certificado de vice-presidente da Comissão Organizadora do VI Congresso Brasileiro de Escritores Médicos.
1976 (26 de julho): Diploma da Sociedade de Cancerologia do Estado do Rio de Janeiro, como Membro Fundador.
1978 (22 de maio): Diploma da Sociedade Brasileira de Escritores Médicos, como Membro Honorário.
1978 (29 de junho): Diploma da Academia Brasileira de Letras.


Ministração


A ABAC - Associação Brasileira de Assistência aos Cancerosos, instituição filantrópica, mantedora do Hospital Mário Kroeff - HMK, tem Diretoria regularmente eleita, em conformidade com seu estatuto social na luta contra o Câncer.