| 2. 1 CONCEITUAÇÃO ARQUITETÔNICA
Nos estudos de concepção do projeto,
visou-se, principalmente, a flexibilização da estrutura
fisica, permitindo readequações e futuras ampliações,
conforto ambiental, a conexão com a natureza, setores adequados,
o estudo dos fluxos de funcionamento e fundamentalmente a elaboração
de ambientes humanos que despertem paz, esperança, relaxamento,
humor e bem-estar. Esses são os fatores decisivos na concepção
do projeto de arquitetura, que, além disso, observa uma série
de critérios técnicos e atividades funcionais exigidas
para esse tipo de ambiente. São espaços voltados para
o paciente como um todo, onde foram incorporados elementos humanizados.
As atividades estão divididas em setores
e separadas pelo átrio central (recepção) que
define o zoneamento das atividades, observando os usos e fluxos
diferenciados. A circulação entre os setores oferece
uma solução técnica que garante uma fácil
comunicação entre eles, buscando a valorização
dos espaços internos e ressaltando o bloco de internação.
As áreas destinadas à espera, estão situadas
em ambiente humanizado, que estimula o restabelecimento dos pacientes
e proporciona um maior conforto, tanto aos acompanhantes quanto
aos visitantes.
Os elementos do projeto, tais como; planos, volumes,
jardins, elementos de proteção e conforto ambiental
(brise solelis coloridos), áreas de recreação
e brinquedoteca são resultado de uma construção
mais humana e agradável, que desempenha um papel vital para
o processo de cura, garantindo melhor integração médico/paciente
e estimulando a participação da família do
paciente durante a internação ou tratamento.
Seu sistema construtivo flexível caracteriza-se pela alternância
de planos e painéis de alvenaria, esquadrias com vidros vazios
formando prismas, facilitando assim futuras expansões e a
interligação da unidade através de passarelas
e rampas ao complexo hospitalar. A nova edificação
objetiva ser auto-suficiente em identidade e funcionamento, porém
contando com a infra-estrutura existente. Tanto no projeto quanto
na especificação dos materiais, levaram-se em conta
modulações, durabilidade, segurança. facilidade
de manutenção e conceitos de bio-segurança.
O desafio se apresenta em compatibilizar sistemas construtivos,
concepções técnicas e programas com o fator
primordial, e mais importante de todo esse processo: a criança.
Faz-se necessário pensar em criar um ambiente que afaste
relações estressantes associadas a hospitais e desenvolver
um caráter lúdico ao projeto. Daí, a sugestão
da criação de elementos que nos remetam a brinquedos
e dos jogos de construir, tais como Lego, Playmobil e O Jovem Construtor.
O uso das cores é um complemento muito importante, pois tem
sua utilização baseada em conceitos de cromoterapia
que associam seu uso a funções especificas de cada
setor.
A natureza está presente na forma do paisagismo, tanto no
interior quanto no exterior, envolvendo e protegendo a construção
como se fosse um jogo de montar, nunca em sua forma final ou apresentando
rigidez, permitindo a imaginação da criança
criar, preenchendo os espaços vazios, utilizando assim a
teoria da gestalt.
O que se pretende por resultado, no conjunto de
idéias programa de necessidades, sem abrir mão de
soluções arquitetônicas contemporâneas
com qualidade e excelência, buscando o conforto e o bem estar.
Os desenhos a seguir, dão uma idéia geral do projeto
arquitetônico e sua ambientação.
Eles, naturalmente, precisarão ser detalhados e complementados
de forma a fornecer os elementos necessários para implantação
da obra.
É importante lembrar que em razão
da recém-terminada reforma nas casas de força do HMK,
será necessário tão somente a interligação
do quadro geral do Hospital das Crianças
com a casa de força n°1, através de eletrodutos
subterrâneos e cabos de energia. O sistema de aterramento
poderá ser feito junto à construção.

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